É de Antoine Laurent Lavoisier (para os íntimos, Lavoisier) a frase: “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, que é originada (ou oriunda, como queiram) da Lei da Conservação das Massas ou Lei de Lavoisier¹.
As citações acima foram intencionais ou propositais (estou democrático hoje) e de certa forma se relacionam com tudo que permeia a vida do cerumano; refiro-me a “criações” e afins. Especificamente neste texto estão relacionadas à comida, afinal em matéria de receitas, dificilmente alguém aparece com uma nova idéia, quase todas são adaptadas. Incrementam-lhes um tempero, mudam alguma coisa no visual e por fim, lhes dão um nome, por vezes de gosto duvidoso, para garantir a “originalidade”.
Na cidade onde moro, para exemplificar, há um programa semanal na TV, que poderia muito bem ser apresentado por eu ou você, tamanha falta de intimidade de seu apresentador com forno e fogão.
Ele pega receitas conhecidas e faz algumas (poucas) adaptações, lhe confere um nome sui generis e incrivelmente faz sucesso, tendo inclusive escrito livros para singles ou jovens casais que querem impressionar sua cara metade, ou inaptos como eu. Ok, já sei, não faltarão defensores para o renomado chief. De onde estou, posso ver que a fila do desacato está cada dia maior.
Anyway, independente das críticas atrozes, lhes trouxe um derivado de sanduiche prensado com pão árabe. Alguém há de perguntar, porque pão árabe? E eu lhe responderei: porque não? O mundo é assim repleto de perguntas sem respostas, haja vista a finitude do cerumano em relação ao universo e de como a empadinha de camarão… ops, menos na filosofia, desculpem. Vamos ao que interessa.
Aqui em minha cidade, há facilidade para encontrar o pão árabe. Acredito que não haverá maiores problemas para você encontrar onde mora, mas se houver, descubra algum descendente árabe², e envie-lhe um e-mail anônimo ameaçando-o de entregá-lo as autoridades americanas sob suspeita de terrorismo, caso este não lhe forneça o pão necessário para a elaboração do seu prensado.
Ingredientes:
- um pão árabe (o formato ovalado permite que se feche como se fosse um calzone ou um pastel, tanto faz, não vou discutir isto agora);
- margarina a gosto;
-mussarela à vontade (até a metade do pão, já que será necessário fechá-lo);
- presunto à vontade ou tender, ou chester defumado, ou mortadela Bologna ouro (muito boa por sinal, embora alguns não gostem), ou o que você quiser, no meu caso é sempre o que tem disponível no refrigerador;
- fatias de tomate;
- ovo cozido em rodelas (o que eu fiz não tinha, mas fica ótimo);
- uma pitada de sal;
- orégano;
- escarola ou alface americana (ou ambos).
Modus operandi:
Pegue o pão, no lado mais tostado, passe a margarina em toda superfície, em seguida cubra até a metade com mussarela, coloque sobre ela o presunto ou o que você for utilizar; fatias de tomate, ovo em rodelas, sal (pitada), orégano e feche.
Dobre-o na metade como se fosse um pastel e coloque-o em uma prensa (veja foto). Eu utilizo uma antiga de fogão (que se encontra em qualquer supermercado), já que faço um prensado apenas. Vá virando para não queimar, deixe o queijo derreter e está pronto.
Retire da prensa, abra-o e coloque as folhas de escarola e alface americana. Cuidado que o tomate retém o calor. Escolha a bebida de sua preferência e era isto. Maionese, catchup, mostarda, bem isto é por sua conta, eu não uso, tira o sabor.
( ¹ ) Nota do autor (me): para estudiosos e afins.
( ² ) Nota do autor (me again): pessoal da comunidade árabe, dei crédito ao pão, por favor.
Em alguns lugares já tem casas especializadas em sanduíches assim, conhecidos como Beirute. Já comi alguns muito bons e outros insossos.
Beirut é também o nome da orquestra de Zach Condon. Se não gostarem do sanduiche (fazer o que?), pode ser que a banda lhes agrade. Enjoy!
O link para mussarela. Por causa da grafia, nada mais.










