A arte de não morrer de fome (recipes for hermit) – prensado de pão árabe

19/02 – 17:52 h, creditam ao saudoso Chacrinha a frase: “nada se cria, tudo se copia”, ou melhor, a parte conhecida. A frase inteira é: “Na televisão, nada se cria, tudo se copia”.

É de Antoine Laurent Lavoisier (para os íntimos, Lavoisier) a frase: “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, que é originada (ou oriunda, como queiram) da Lei da Conservação das Massas ou Lei de Lavoisier¹.

As citações acima foram intencionais ou propositais (estou democrático hoje) e de certa forma se relacionam com tudo que permeia a vida do cerumano; refiro-me a “criações” e afins. Especificamente neste texto estão relacionadas à comida, afinal em matéria de receitas, dificilmente alguém aparece com uma nova idéia, quase todas são adaptadas. Incrementam-lhes um tempero, mudam alguma coisa no visual e por fim, lhes dão um nome, por vezes de gosto duvidoso, para garantir a “originalidade”.

Na cidade onde moro, para exemplificar, há um programa semanal na TV, que poderia muito bem ser apresentado por eu ou você, tamanha falta de intimidade de seu apresentador com forno e fogão.

Ele pega receitas conhecidas e faz algumas (poucas) adaptações, lhe confere um nome sui generis e incrivelmente faz sucesso, tendo inclusive escrito livros para singles ou jovens casais que querem impressionar sua cara metade, ou inaptos como eu. Ok, já sei, não faltarão defensores para o renomado chief. De onde estou, posso ver que a fila do desacato está cada dia maior.

Anyway, independente das críticas atrozes, lhes trouxe um derivado de sanduiche prensado com pão árabe. Alguém há de perguntar, porque pão árabe? E eu lhe responderei: porque não? O mundo é assim repleto de perguntas sem respostas, haja vista a finitude do cerumano em relação ao universo e de como a empadinha de camarão… ops, menos na filosofia, desculpem. Vamos ao que interessa.

Aqui em minha cidade, há facilidade para encontrar o pão árabe. Acredito que não haverá maiores problemas para você encontrar onde mora, mas se houver, descubra algum descendente árabe², e envie-lhe um e-mail anônimo ameaçando-o de entregá-lo as autoridades americanas sob suspeita de terrorismo, caso este não lhe forneça o pão necessário para a elaboração do seu prensado.

Ingredientes:

- um pão árabe (o formato ovalado permite que se feche como se fosse um calzone ou um pastel, tanto faz, não vou discutir isto agora);

Reparem o lado tostado

- margarina a gosto;

Eu utilizo esta sem marca (contato para propaganda, já sabem)

-mussarela à vontade (até a metade do pão, já que será necessário fechá-lo);

Sobre mussarela link no final da receita.

- presunto à vontade ou tender, ou chester defumado, ou mortadela Bologna ouro (muito boa por sinal, embora alguns não gostem), ou o que você quiser, no meu caso é sempre o que tem disponível no refrigerador;

ou chester, ou mortadela, o que for de sua preferência

- fatias de tomate;

Não está fatiado de preguiça, se quiser colocar inteiro problema seu.

- ovo cozido em rodelas (o que eu fiz não tinha, mas fica ótimo);

Ovo cozido, é o que parece, vale o mesmo para o ingrediente anterior

- uma pitada de sal;

- orégano;

- escarola ou alface americana (ou ambos).

Ou chicória, como é conhecida aqui na terrinha

Utilize a descendente, criada aqui no Brasil.

Modus operandi:

Pegue o pão, no lado mais tostado, passe a margarina em toda superfície, em seguida cubra até a metade com mussarela, coloque sobre ela o presunto ou o que você for utilizar; fatias de tomate, ovo em rodelas, sal (pitada), orégano e feche.

Dobre-o na metade como se fosse um pastel e coloque-o em uma prensa (veja foto). Eu utilizo uma antiga de fogão (que se encontra em qualquer supermercado), já que faço um prensado apenas. Vá virando para não queimar, deixe o queijo derreter e está pronto.

Não é a minha, mas serve.

Retire da prensa, abra-o e coloque as folhas de escarola e alface americana. Cuidado que o tomate retém o calor. Escolha a bebida de sua preferência e era isto. Maionese, catchup, mostarda, bem isto é por sua conta, eu não uso, tira o sabor.

Sai que esse é meu.

Se for para olhar, vá lá, eu deixo.

( ¹ ) Nota do autor (me): para estudiosos e afins.

( ² ) Nota do autor (me again): pessoal da comunidade árabe, dei crédito ao pão, por favor.

Em alguns lugares já tem casas especializadas em sanduíches assim, conhecidos como Beirute. Já comi alguns muito bons e outros insossos.

Beirut é também o nome da orquestra de Zach Condon. Se não gostarem do sanduiche (fazer o que?), pode ser que a banda lhes agrade. Enjoy!

O link para mussarela. Por causa da grafia, nada mais.

Minha – by me

ASPIREI UM DIA

LINDAS VENTURAS

MIL FORMOSURAS

ATÉ TE ENCONTRAR

Pela lente – by me

Fixo teu sorriso

Obturado na lente e o

Transformo. Paralizo o instante

Onde o sonho

Ganha contornos

Reais, necessários

Ah… quem dera

Fosse verdade ao

Imitar a vida, materializar a arte

Amar ao invés de sonhar


Lo Borges, great musician, beautiful songs, enjoy!

Da série: “quem procura…”

04/02 – 19:35 h, poderia dizer que lamento que novos talentos surjam raramente, afinal todo dia aparece um Michel Teló, ou um Luan Santana da vida. Isto desequilibra, uma vez que nos enfiam goela abaixo muita coisa ruim (ok façam fila para o desaforo, sei que mexi num vespeiro).

Alguns conseguem seus minutos de fama, arrecadar uma quantia fabulosa, e felizmente somem. No entanto alguns se perpetuam, com músicas (?) ruins e uma legião de adoradores (por favor, entrem na fila do pessoal do desaforo). Quanto a estes, não há o que se fazer, afinal são do tipo que agradam ao gosto popular, que faz inclusive com que as pessoas gravem vídeos e se exponham¹ ridiculamente na internet (sei, a fila está aumentando, lembrando que sou contra linchamento é bom registrar).

Se por um lado lamento que isto aconteça com tão pouca frequência, naturalmente faço coro com os poucos que gostam de coisas boas como eu e tentam de alguma forma divulgá-las.

Pois com um ligeiro atraso de minha parte, por não tê-lo descoberto há mais tempo, apresento-lhes (para aqueles que ainda não o conhecem), o talento de Cícero.

Carioca, formado em advocacia, hoje vive exclusivamente da música.

Seu álbum independente “Canções de Apartamento”, lançado em junho de 2011, (generosamente disponível para download), vem agradando a todos aqueles que apreciam a boa música. Num primeiro momento lembra o romantismo de Marcelo Camelo (ex Los Hermanos), mas à medida que escutamos suas canções descobre-se que tem personalidade própria.

Cícero tem um estilo cativante, uma simplicidade que impressiona. Sua música tem letras bem elaboradas, sua voz é agradável e a harmonia dá o acabamento necessário para continuarmos a ouvir uma música após outra.

Espero que gostem como eu (aqueles que querem me trucidar e que acham que a fila está grande voltem outro dia, pode ser que ainda sobre um pouco de mim para satisfazer a sua fúria).

Aqui a página no face book.

Enjoy!

( ¹ ) Nota do autor (me): nada contra crianças, mas sim contra o adulto que de alguma forma as expõem.

… longa (hai quase cai) – by me

Linda é ela

Uma primaVera má

Ali a gozar


Not everything that is old is bad. Enjoy!

É o fim do nosso amor

… então é assim. Estranho, achei que doía. Acho que foram dois tiros, talvez três, não sinto mais nada agora além do frio. Uma fisgada e o impacto que me derrubou no chão… merda podia ser pior… rs… foda rir da situação, mas se fosse uma facada…. rs,… ai… dói sim.. merda…
Sinto o calor do sangue escorrendo, … que droga, a hemorragia vai ….
- Acorda seu merda, mijou a cama outra vez e me mijou também, que bosta, parece criança… ei…… não, não………. não Roberto, não faça isto, nãooooo, socorrooooooooo…
Vadia, nunca mais vai me chamar de criança.


Thank you Cora for the choice of video.
Still Elis, need I say more?

Vida (hai quase cai) – by me

Sozinho estou

O outono levou-a

Luz que apagou


Não era outono, não importa foi alguém que marcou.

Ao que virá (?)

31/12 – 12:59 h, hello everyone!!! Pensei em começar o ano com um textículo sobre reflexões, mas cadê a novidade? Estou entre o preparo de uma carne para logo mais a noite com familiares e uma limpeza interminável no retângulo que habito.

O tempo voa, 2011 está chegando ao fim, e o ano que se inicia é uma incógnita. Por certo as surpresas que virão serão aquelas inerentes a existência humana, uma incoerência, mas não deixarão de ser surpresa.

01/01 – 17:52 h, saímos, confraternizamos, voltamos para casa alta madrugada. Na rede, no meu restrito mundinho, duas pessoas ainda acordadas. Um interregno de algum par de horas e a diferença de um ano se interpunha entre nós. E o que mudara? Nada, felizmente só a data.

Encontramos neste ano que se inicia as mesmas carências, os mesmos anseios, a mesma solidão. A constatação de que o mundo não mudará apesar dos nossos votos de felicidade, de realizações não chega a ser frustrante, pois essa é a nossa realidade. Resta torcer para que aqueles que nos são próximos mantenham a sanidade e a saúde. Diz a sabedoria popular que o resto dar-se-á um jeito.

Aos poucos e rapidamente as coisas voltam ao normal (se é que deixaram de estar). O ano é outro, mas a rotina já se apresenta na expectativa da semana que se inicia. Por certo, haverá ainda alguns sorrisos a nos lembrar que um novo recomeço é esperado, mas é só o tempo trocarmos olhares a quem nos dirige, imediatamente retomamos o caminho para onde deveríamos estar.

A vida é a mesma, mas por um momento pequeno, voltamos a sonhar, mas e você, se acha que algo vai mudar, me conte, gosto de pensar que ainda posso ser surpreendido.

Saúde e paz!


Thanks to Michelle, so.

A very merry Christmas and a happy New Year¹

22/12 – 10:41 h, por precaução, por conhecer-me (ninguém melhor que eu), porque se deixasse para a última hora como a maioria costuma fazer, não o faria; antecipei o que seria o último texto do ano, e depois deste, cometi mais um daqueles meus desatinos. Como se pode perceber, não sou confiável.

Enfim, apesar de não gostar (sim, realmente não gosto, mas não sou caso de exorcismo), de natal, sei que a grande maioria gosta. A estes todos, meus mais sinceros, parabéns!

Tirando então o meu ranço natural, e imbuído (imbuído é ótimo, passei o ano todo imaginando onde e quando usaria essa palavra e eis que é chegado o dia, o grande momento), deste sentimento todo que não é meu, mas que é comocional¹ (comocional também é boa e essa sequer havia pensado, antes disso), volto aqui para ensejar (com essa agora exauri² meu vocabulário) a todos vocês, que de teimosos e por não terem nada melhor por fazer (brincadeira, sorry, bola quicando, chuto mesmo), e vem aqui neste humilde espaço, prestigiar esta criatura de poucos neurônios, mas de muita pretensão, os meus – sem mais delongas e nem decurtas (meu, não é bolinho encher de linhas isso aqui) – enfim, mais sinceros votos de um Feliz Natal e um Próspero (pqp tá na hora de ser próspero, todo ano é a mesma nhaca, vixiii) Ano Novo, de coração.

Aos meus seis empedernidos fãs, aos eventuais (que já são muitos), aos novos que aumentam o meu círculo social e lembram-me que o mundo é maior que as quatro paredes que me cercam, meu muito obrigado pela parceria. São vocês que me incentivam a continuar escrevendo mal e achando que um dia eu poderia ser o cara.

Beijo grande,

Luciano

P.s.: se antes eu escolhi algo clássico para os seus ouvidos natalinos e festivos, agora pincei algo um pouco mais atual e de dois dos Beatles em momentos diferentes para o vosso prazer. Espero que gostem, afinal é natal.

( ¹ ) Nota do autor (me): Thank you John Lennon and sorry for not paying royalties, maybe in the next reincarnation.
( ² ) Nota do autor (me again): comocional, no sentido figurado, pois.
( ³ ) Nota do autor (me again, novamente): gente, tinha ainda o exauri !!!

… – by me

Manhã que tarda e

Anseio o teu

Despertar

Restos de afeto

Uma razão, uma prece

Grito contido, meu sussurrar

Ah, essa dor, infinda dor

Deixa ficar (não leves minha vida contigo), deixe

Aqui comigo, o meu grande amor

Nota do autor (me): participação na composição de cor de Michele (@sokillme).