Dicotomia – by me

Indubitavelmente foste minha

(vida)

Inconcebivelmente

Nunca simplesmente

(par)

 

Superlativa

(ímpar)

 

Agora minha vida vazia

 

Insípida, sem cor

 

Clama por uma chama

 

singela

 

e sem a tua grandeza

 

(Nunca simplesmente)

 par

(Inconcebivelmente)

Vida

(Indubitavelmente)

este amor


E o Ecade??? AVA

Sei lá, entende?

É sábado. Sempre gostei dos sábados, muito mais que a qualquer outro dia da semana. Por mim todo dia poderia ser sábado (sim, apenas por mim – melhor declarar antes, vai que alguém não goste… ahhh… na realidade não ligo se não gostarem).

Sozinho em casa e com tantas coisas por fazer, me ocorre de imediato pegar um café. Back soon.

Então, café como companhia; volto a divagar.

Pensava agora se meu blog tinha alguma identidade, na maneira em como ele é visto pelos navegantes/errantes, e a única dedução a que pude chegar foi a de ele ser incomum.

Isso não é um autoelogio, na realidade é de fato um pouco estranho, sei lá. Calma! Já explico, ou melhor, vou tentar me fazer entender, isto se eu encontrar uma definição no “sei lá”.

Não sei avaliar se isto é bom, não tenho nenhuma referência. Aqui não tem selinhos de aprovação, comuns a outros blogs, mas também não concorro entre os cem mil piores, o que é uma boa coisa (ou melhor, será? Isto pode ser ruim na verdade, porque nem pra pior ele se presta, não tem cacife suficiente para concorrer nesta categoria), mas ok nunca teve pretensão alguma. Nada além de compartilhar meus gostos estranhos para alguns e impressões de um mundinho bem pequenino. Neste contexto é natural que não agrade a todos ou agrade a bem poucos.

Inicialmente era para ser um blog intimista, algo como um rebuscado de memórias de um passado distante. E até tem, é possível ler algumas lembranças aqui. O mundo visto através da minha visão deturpada e nada romântica das coisas.

É fato que meu blog é um tanto diferente daqueles que costumo ler. Não coloco aqui impressões do dia-dia, interações minhas com o mundo que me cerca (até tem, mas é muito pouco), como a maioria costuma fazer (até porque o mundo que me cerca tem – vou medir peraí – aproximadamente quinze metros quadrados, que é nada mais, nada menos, do que meu badroom and office). Levando-se em consideração que por aqui quase ninguém transita não há, portanto, nenhuma troca, ou seja, nenhuma interação minha com o mundo exterior.

Insosso né não?

Então, costumo escrever aqui (eventualmente) coisas como: pretensos poemas, quase haicais, predileções musicais, muito pouco sobre política, raramente sobre como não se morrer de fome e … e vá lá, até sobre nada, como isto que estou escrevendo agora.

- Ei, não vá embora! Já que leu até aqui, termine, não vai perder muito mais do que já perdeu.

Continuando… primo por não ser muito sisudo e prolixo. Procuro escrever textos leves, a vida já é bem complicada, mas nem por isto sou menos crítico, ou menos ácido. Deixo claro, ou tento deixar, que não sou alheio e que existem neste mundo pessoas inclusive como eu (que horrível isto, rs). Escrevo sobre as coisas de que não gosto e que me incomodam, das coisas boas também, afinal e felizmente, elas existem.

É certo que não mudarei o mundo (aliás, alguém mudará?), pois o consenso é mais difícil do que se imagina, ainda mais neste em que resido, não há quem possa ser mudado, afinal só eu o habito.

Pois bem hoje é sábado (e eu gosto de sábados), agora deve ter começado uma maratona de House na TV e meio que foi por isto que comecei a escrever aqui. A série está no fim. Gosto, mas não vejo, ou vejo raramente e, entre ver o fim de algo que eu gosto e não vejo, e escrever… eis me aqui (é, azares acontecem).

E qual é a relação disso com a vida real? Nenhuma é só ficção, no entanto é bacaninha o suspense. Mas isto me remeteu a este textículo; coisas boas mais que infelizmente terminam. Além, é claro, de procurar uma identidade para o meu blog.

As séries tem-se possibilidade de revê-las (grande novidade!!!), as boas valem muito a pena. O mesmo não pode ser feito com a vida real, quando acaba algo dificilmente haverá recomeço, reprise por certo não há e, quando se tenta, dificilmente se consegue um resultado melhor do que havia sido (caceta, até o óbvio é óbvio).

Restarão as memórias, tão necessárias, e foi isto que me motivou a fazer este blog, mas isso também se perdeu no tempo e no espaço que usurpo, já que não é só delas que escrevo.

Quisera poder manter as boas coisas indefinidamente em minha vida, quisera que aquelas pessoas que me são importantes jamais saíssem dela, quisera apenas ser constantemente feliz, mas não sou uma história, um romance, um conto infantil, onde tudo acaba bem.

Sou um ser humano comum, com mais defeitos que qualidades e como todos, tenho perdas e ganhos (particularmente mais perdas, mas não vivo de lamentos.). E não há reprises, não no meu caso, não é possível reviver o que passei, infelizmente.

E retomando o textículo – isto deveria ser um blog intimista, mas raramente se lerá coisas assim aqui. A merda toda é que já estou com cinquenta’s e não sei o que sou, e nem sei se terei tempo de ser “sei lá o que”. A única coisa certa é que estou mais perto do fim (não se preocupem em tentar ajudar, isto virá naturalmente… rs).

Sendo assim ou assim sendo, é só um blog, um amontoado de palavras, imagens e sons, com a minha personalidade, que não fede nem cheira, bem comum. Mas de uma coisa tenho certeza, gosto de sábados.

E você, diz aí o que te faz voltar aqui (segundo as últimas estatísticas agora são dez o número de fãs, pois bem, esses não podem comentar, não seria politicamente correto, sorry.) Uma ótima semana a todos vocês.

Sei lá do Ecade.
I appreciate the prestige that have to receive here, people from other countries. Thank you.

Cuidado com o … – by me


Partícula úmida de mim

Esvai-se no ar sem

Rumo certo

Dispersa-se

 Irracionalmente…

Gotículas a céu aberto

Oh vida microscópica que

Transportas na saliva

O vírus que eu liberto



E parece que o Ecade não vem mesmo. Bem, o tema aqui é o que se leu. Quanto ao Pink Floyd, durante essa turnê Waters, irritado com o público que só pedia por sucessos anteriores, cuspiu na platéia, expliquei?

Este escriba agradece a gentileza e a rapidez com que foi atendido pelo autor da tira genial acima do personagem Perdigoto, seu criador é o Igor Baranenko, clicae.

Mothers Day (o que vale é a extensão)

12/05 – 02:21 h, tinha  intenção de  escrever um  texto  sobre  o  dia das mães, mas já o fiz em anos anteriores, sendo assim não havia muito sentido escrever sobre o mesmo tema, a menos que escrevesse mal sobre elas.

Ok, brincadeira.

São três textos ao todo, dois foram escritos no antigo spaces (da Microsoft), o primeiro é esse aqui, e o segundo este outro. Quando migrei para o wordpress mantiveram a mesma formatação de quando foram escritos. Ocorreu-me então dar uma retocada neles. Já o terceiro foi escrito no wordpress e apenas coloquei um vídeo, ele poder ser lido aqui.

Mudei algumas palavras, dei-lhes um novo visual (nos dois primeiros) e de quebra enriqueci com uma músiquinha, tudo para felicitá-las neste próximo domingo de dia das mães. Espero que seja de seu agrado, pelo menos um.

Feliz dia das mães, mãe.

Seu – by me


Universo impróprio

Maravilhoso que escondes

Beleza ímpar, finita

 Início e meio

Graciosa reentrância

Obra prima, meu anseio…

Já que o Ecade …. belíssima interpretação de Ivan Lins da música de Guinga e Aldir Blanc (yes we have bananas)

A vaga é minha?

28/04 – 02:10 h, esfriou. Sensação térmica dez graus. Gosto do frio, embora já tenha gostado mais. Ficar velho tem suas desvantagens, paciência.

Enfim, não é sobre o tempo e a minha excessiva sensibilidade que motivou a escrever este textículo e, muito embora não tenha a ver com a minha idade – o incômodo – isto me aborrece por motivos que vou discorrer, é claro se não for vencido pelo sono que insiste me jogar em algum lugar para o corpo poder então descansar (essas rimas idiotas me perseguem sempre, nossa!).

Bueno (expressão da terrinha), o Supremo Tribunal Federal (STF), julgou nesse abril de 2012, o sistema de cotas.

Uél, antes de começar a verborragia, cabe lembrar que esta merda¹ começou com a UNB – Universidade Federal de Brasília, a saber: a primeira universidade a instituir o sistema de cotas, em junho de 2004.

Não sei o que me aborrece mais neste episódio; se é o STF constitucionalizar a segregação, ou as mirabolantes e elaboradas lucubrações² daquelas cabeças arejadas, conhecidas entre nós pobres mortais como ministros.

Ao negro (preto) e o pardo (que se autodeclararem assim (sic!)???), será garantido vinte por cento das vagas oferecidas nas universidades. Levando-se em consideração que boa parte da população do país tem o pé na África, vai ser complicado negar vaga aquele que comprovar na sua arvore genealógica que descende de negros. Assim sendo, temos aqui o primeiro revés; não seria de se espantar, que a procura pelas vagas reservadas aumentasse, já que muita gente pode se valer da descendência a fim de garantir seus direitos.

Vejamos então uma situação ao qual esta lei se aplicaria.

Imagine o veto baseado apenas na interpretação visual: o “quem³” (funcionário de carreira em alguma universidade qualquer) olhará o candidato de cima a baixo, suspirará umas quatro, cinco vezes (profundamente) e lhe dirá:

- Escute aqui seu branquelo sem noção, vá procurar sua turma!!!

O branco (preto de descendência) sairá arrasado com a negativa e, ao cruzar as portas da instituição por onde havia entrado se depara com um assistente de algum escritório de advocacia qualquer, especializado em conquistar o direito daqueles que se sentiram lesados pelo “quem”, e lhe oferecerá seus préstimos, garantindo que através de liminar sua vaga estará assegurada, bastando apenas um examezinho de DNA e três testemunhas que afirmem que ouviram supostamente de quem quer que seja que o postulante em questão teve um tatatatatatatatatatatatataravô, preto, que construiu uma galé na Europa, que foi buscar (mundim pequeno ora veja só) o seu tatatatatatatatatatatataravô (filho do primeiro) que ficou na África, porque o seu tatatatatatatatatatatatataravô, (pai deste), foi para a Europa a procura de melhores condições de vida e lá acabou como escravo. Simples assim.

O processo se arrastaria anos a fio (here is the law anyway – isto é para o pessoal d’além-mar) e ao final, quando não interessar o resultado a mais ninguém, o egresso (por motivo de força maior) ainda terá que pagar as custas, porque é claro; irá perder. Isto se vivo estiver. Cabe lembrar que aqui promessa, seja lá de quem for é retórica.

Sim imagino como você leitor se sente, ao ler o besteirol acima, presumo que de saco cheio. Foi assim que fiquei quando soube da decisão do meu, do seu, dos nossos ministros, DE SACO CHEIO.

O problema senhores do STF, não é garantir a vaga aqueles a quem os excelentíssimos agora discriminaram constitucionalmente (este é o meu entendimento). Garantir vaga a quem é diferente apenas pela cor da pele é discriminar sim, é segregar.

Os senhores deixam claro que PRETOS, NEGROS, PARDOS são diferentes, e no que exatamente eu não posso imaginar, mas definitivamente é esse o vosso entendimento.

O que os senhores não querem admitir é que a educação neste país é proibitiva, pois tem custo elevado numa universidade, isto por si só equaliza qualquer candidato sem recurso; preto, pardo, branco, amarelo, o que for. Ser pobre é que é a MERDA.

Quando os senhores ministros garantem por força de lei que vinte por cento de vagas deverá ser garantida a cor da pessoa, deixam claro que vinte por cento é menos capacitado mentalmente apenas por ser de cor. O restante, segundo esta interpretação, é, portanto outra casta.

O que me envergonha são os altos salários pagos pelo erário, a um bando de onipotentes que muito provavelmente se excitam vendo pornografia na internet, ou coçam o saco em seus belíssimos escritórios, ao invés de trabalhar e que eventualmente quando “trabalham”, nos dão estas pérolas dignas de qualquer republiqueta.

O que me envergonha é o povo aceitar isto passivo, deixando claro que também se lixa se agora estamos constitucionalmente segregados. O irônico nisto tudo, é que até aqui os pretos, negros, pardos perdem, se o real interesse fosse balancear isto, através desta imbecilidade, cinquenta por cento seria o justo. Até no erro eles passam a perna em quem tem cor diferente. É mole?

E você aí, acha justo isto? Manifeste-se, use o espaço que é seu também, isto enquanto não me subtraírem.

( ¹ ) Nota do autor (me): merda opinião própria, understand neguinha?

( ² ) Nota do autor (me again): ah vai, procura no dicionário, é bem interessante. Tó o link aqui.

( ³ ) Nota do autor (me again, novamente): o “quem” pode ser o reitor, os recursos humanos, o atendente, o monitor, o tio do cafezinho, alguém, qualquer um, com profundos conhecimentos em analise de biótipo.

E se o Ecade não aparece… vai que é punk e do meu tempo.

Chulé (hai quase cai) – by me

Pedaços de mim

É verão, incomodam

Sorte ter somente dois

E enquanto o Ecade não vem, dá pra matar as saudades. Enjoy!

Vago – by me

Som do silêncio
… (em transe me deixas)

Luz da escuridão
… (e quase alucino)

em ti reside esta força
o poder de transformar,
a minha estúpida razão.

E já que o Ecade não chega…

Pessoinha, cerumano, gentalha, uauuuh!

51 anos de existência. Com essa idade, pode-se afirmar que se viu de tudo, e que nada mais irá surpreender (eu certamente não). Das coisas mais lindas e incríveis, as mais assustadoras e horríveis (infame trocadalho). A natureza proporciona estes eventos e são espetaculares, dos singelos aos avassaladores. Nós humanos temos igualmente esta capacidade, de encantar e sublimar diferentes coisas e elas nos comovem, mas também temos a mesma capacidade para literalmente fodermos com o resto todo, e é esta nossa característica que torna o existir complexo. Uma eterna e constante alternância de satisfações e de desgostos.

Devemos ter alguma importância no universo, ainda que (penso, fazer o que, penso) relativa, ou alguém sabe qual é a finalidade no nosso existir? Alguém? Unzinho? Você aí?

Conseguimos criar, aperfeiçoar, manipular, adaptar e tentamos com isso melhorar nossa qualidade de vida, neste lugar de passagem, mas também utilizamos esta mesma capacidade, o nosso incrível potencial de racionalizar, para destruirmos, e o fazemos com a mesma maestria. Somos o nosso próprio algoz, triste sina essa nossa contradição!

De certa forma foi isto o que me deu a ideia para este textículo, mas vou ater-me apenas a crueldade ser humana, é um exercício de reflexão, ou quem sabe autoconhecimento; afinal porque somos maus?

Dos seres vivos, somos os únicos que possuímos o privilégio do “raciocínio” somado ao instinto. Isto nos dá a capacidade de discernir entre o bem e o mal. Sabemos premeditadamente que o resultado de uma ação nossa causará sofrimento a outrem (sim eu sou velho¹). Ainda assim, praticamos a maldade em detrimento ao sofrimento alheio.

E isto se dá nas pequenas coisas e está tão incutida em nossa educação que nem relevamos como algo que nos incomode. Não conseguimos nos ordenar; você já viu fila em que alguém não tente furar? Quem se importa? Eu me importo! O sujeito tira a sua frente, metros longe de mim. Você deveria se aborrecer, mas não o faz, e eu me aborreço. Você não se respeita, mas se omite e não coíbe com esta prática. Você desrespeita aqueles que acreditam que a ordem é a maneira correta de se proceder às coisas.

Joga papel na rua, toco de cigarro, chicletes, não limpa o cocô do seu cão, escarra no passeio público, quebra garrafas de cerveja jogando pela janela do carro só porque você está feliz e caga para o resto do mundo. Enfia a mão na buzina, pois na sua cabeça estúpida, é só o seu carro que anda, todo o resto prefere ficar parado, como se só isto não bastasse, faz mais; xinga, berra como um louco insano e é capaz de matar se estiver armado, só porque você tem que chegar a algum lugar, o resto todo está ali apenas para atrapalhar o seu caminho.

É mesquinho, estaciona em lugar reservado a deficientes, ou bloqueia rampas de acesso. Trata com indiferença quem trabalha em funções serviçais, achando que estas criaturas realmente foram feitas para servir. Atende o celular em lugar impróprio, está se lixando para quem precisa descansar e ouve o seu maldito gosto musical em volume ensurdecedor as 03h00min desfilando com o seu carro pelas ruas da cidade, enquanto todo o resto tenta dormir. Rouba o jornal do vizinho, anda de bicicleta na calçada e faz valer a sua falta de bom senso, tirando o direito do pedestre de caminhar sôssegadamente. E isto vai num crescendo.

A sua imprudência o faz ultrapassar em lugar proibido, bebe e dirige, e a tira a vida de inocentes, infelizmente você não morre.

Fala mal das pessoas, fofoca, instiga, avilta, falsifica, simula, carteliza, monopoliza, oprime, e é um ditador, ceifador de vidas, restringe o mundo em fronteiras.

Não é capaz de ajudar, prefere aniquilar para usufruir melhor o poder, não sabe compartilhar, vê nações morrerem a míngua, de fome, de sede, sem que isto lhe tire o sono, e o deixe com a consciência pesada. Você literalmente caga para os outros. Você é um cerumano, uma pessoinha, gentalha da pior espécie. Vilipendia, vandaliza, não vale o ar que respira.

Vou retificar o que escrevi no início: há algo que impressiona em relação ao ser humano, afinal quem mais nos causaria espanto. Sim, pensando enquanto escrevia dei conta de que uma minoria consegue fazer com que a existência não seja exatamente uma experiência agradável e nos tornamos reféns disto.

Subordinamo-nos a governos que nos expropriam, e o que é pior, nós o elegemos. Convivemos com a escória e ela nos amedronta porque somos incapazes de fazer valer nossos direitos. Não conseguimos sequer respeitar a opinião alheia. Não somos capazes de nos fazer entender, haja vista a amplitude de opiniões diversas sobre diferentes assuntos. Temos a capacidade de aprofundar o nada, o imbecil, a futilidade. Somos movidos a interesses escusos na maioria das vezes. Competimos com o semelhante, pois esta é a regra que rege a sociedade.

A disputa eterna pelo poder faz com que não nos imiscuímos em detratar o semelhante, o pior é que as pessoas gostam disto. E não é de hoje que isto acontece, apenas ficou notória com as redes sociais, a mídia trás imediatamente qualquer informação. Ocorre que antes apenas profissionais o faziam, agora qualquer um é repórter, crítico, formador de opinião. Infelizmente na maioria das vezes o faz em prol da desgraça alheia. É utópico viver em harmonia, pois o instinto sobrepõe ao raciocínio, e o utiliza para fomentar discórdia e desconfiança.

Seria tão fácil viver apenas tratando de ajudar-nos mutuamente. Querendo para o próximo o mesmo que queremos para nós mesmos. Viver bem e em paz. Poder ir onde quisermos, sem ter que nos limitarmos a fronteiras e a culturas arcaicas e imbecis. Tratarmos a todos com respeito pela vida, cuidarmos da integridade alheia como se fosse a nossa.

Poder banir do vocabulário, palavras que historicamente convivem com o homem mau.

( ¹ ) Nota do autor (me): convém explicar, afinal não tem como desenhar aqui. O vocabulário também é igualmente inerente a um ancião. Thanks!

E já que o Ecad não vem…

Teu olhar – by me

Em teus olhos há algo
que nunca soube entender
o dia, à noite, os mistérios
talvez a razão do meu viver (será?).

Por vezes quis abandonar-me
deixar me levar pelo teu olhar
porém tive receio,
tive o temor,
tive a angústia
de não mais poder voltar

Estranha sensação essa que sinto
de querer me perder
naquilo que me faz sonhar
no brilho que me faz viver
e seguir no teu olhar
para onde ele me levar

Mas tenho medo,
medo de me perder
de deixar para trás,
tudo o que você é,
tudo o que você me dá

Tenho medo de enlouquecer
naquilo que mais me fascina
e de não mais poder voltar.

Tenho medo do teu olhar.

Enquanto o Ecad não vem: