sábado. Sempre gostei dos sábados, muito mais que a qualquer outro dia da semana. Por mim todo dia poderia ser sábado (sim, apenas por mim – melhor declarar antes, vai que alguém não goste… ahhh… na realidade não ligo se não gostarem).
Sozinho em casa e com tantas coisas por fazer, me ocorre de imediato pegar um café. Back soon.
Então, café como companhia; volto a divagar.
Pensava agora se meu blog tinha alguma identidade, na maneira em como ele é visto pelos navegantes/errantes, e a única dedução a que pude chegar foi a de ele ser incomum.
Isso não é um autoelogio, na realidade é de fato um pouco estranho, sei lá. Calma! Já explico, ou melhor, vou tentar me fazer entender, isto se eu encontrar uma definição no “sei lá”.
Não sei avaliar se isto é bom, não tenho nenhuma referência. Aqui não tem selinhos de aprovação, comuns a outros blogs, mas também não concorro entre os cem mil piores, o que é uma boa coisa (ou melhor, será? Isto pode ser ruim na verdade, porque nem pra pior ele se presta, não tem cacife suficiente para concorrer nesta categoria), mas ok nunca teve pretensão alguma. Nada além de compartilhar meus gostos estranhos para alguns e impressões de um mundinho bem pequenino. Neste contexto é natural que não agrade a todos ou agrade a bem poucos.
Inicialmente era para ser um blog intimista, algo como um rebuscado de memórias de um passado distante. E até tem, é possível ler algumas lembranças aqui. O mundo visto através da minha visão deturpada e nada romântica das coisas.
É fato que meu blog é um tanto diferente daqueles que costumo ler. Não coloco aqui impressões do dia-dia, interações minhas com o mundo que me cerca (até tem, mas é muito pouco), como a maioria costuma fazer (até porque o mundo que me cerca tem – vou medir peraí – aproximadamente quinze metros quadrados, que é nada mais, nada menos, do que meu badroom and office). Levando-se em consideração que por aqui quase ninguém transita não há, portanto, nenhuma troca, ou seja, nenhuma interação minha com o mundo exterior.
Insosso né não?
Então, costumo escrever aqui (eventualmente) coisas como: pretensos poemas, quase haicais, predileções musicais, muito pouco sobre política, raramente sobre como não se morrer de fome e … e vá lá, até sobre nada, como isto que estou escrevendo agora.
- Ei, não vá embora! Já que leu até aqui, termine, não vai perder muito mais do que já perdeu.
Continuando… primo por não ser muito sisudo e prolixo. Procuro escrever textos leves, a vida já é bem complicada, mas nem por isto sou menos crítico, ou menos ácido. Deixo claro, ou tento deixar, que não sou alheio e que existem neste mundo pessoas inclusive como eu (que horrível isto, rs). Escrevo sobre as coisas de que não gosto e que me incomodam, das coisas boas também, afinal e felizmente, elas existem.
É certo que não mudarei o mundo (aliás, alguém mudará?), pois o consenso é mais difícil do que se imagina, ainda mais neste em que resido, não há quem possa ser mudado, afinal só eu o habito.
Pois bem hoje é sábado (e eu gosto de sábados), agora deve ter começado uma maratona de House na TV e meio que foi por isto que comecei a escrever aqui. A série está no fim. Gosto, mas não vejo, ou vejo raramente e, entre ver o fim de algo que eu gosto e não vejo, e escrever… eis me aqui (é, azares acontecem).
E qual é a relação disso com a vida real? Nenhuma é só ficção, no entanto é bacaninha o suspense. Mas isto me remeteu a este textículo; coisas boas mais que infelizmente terminam. Além, é claro, de procurar uma identidade para o meu blog.
As séries tem-se possibilidade de revê-las (grande novidade!!!), as boas valem muito a pena. O mesmo não pode ser feito com a vida real, quando acaba algo dificilmente haverá recomeço, reprise por certo não há e, quando se tenta, dificilmente se consegue um resultado melhor do que havia sido (caceta, até o óbvio é óbvio).
Restarão as memórias, tão necessárias, e foi isto que me motivou a fazer este blog, mas isso também se perdeu no tempo e no espaço que usurpo, já que não é só delas que escrevo.
Quisera poder manter as boas coisas indefinidamente em minha vida, quisera que aquelas pessoas que me são importantes jamais saíssem dela, quisera apenas ser constantemente feliz, mas não sou uma história, um romance, um conto infantil, onde tudo acaba bem.
Sou um ser humano comum, com mais defeitos que qualidades e como todos, tenho perdas e ganhos (particularmente mais perdas, mas não vivo de lamentos.). E não há reprises, não no meu caso, não é possível reviver o que passei, infelizmente.
E retomando o textículo – isto deveria ser um blog intimista, mas raramente se lerá coisas assim aqui. A merda toda é que já estou com cinquenta’s e não sei o que sou, e nem sei se terei tempo de ser “sei lá o que”. A única coisa certa é que estou mais perto do fim (não se preocupem em tentar ajudar, isto virá naturalmente… rs).
Sendo assim ou assim sendo, é só um blog, um amontoado de palavras, imagens e sons, com a minha personalidade, que não fede nem cheira, bem comum. Mas de uma coisa tenho certeza, gosto de sábados.
E você, diz aí o que te faz voltar aqui (segundo as últimas estatísticas agora são dez o número de fãs, pois bem, esses não podem comentar, não seria politicamente correto, sorry.) Uma ótima semana a todos vocês.