Six year

Seis, mas se você virar o computador de cabeça para baixo...

19/03 – 15:19 h, seis anos de blog. Não pensei que isto fosse durar tanto. Das várias coisas que comecei por prazer, a maioria fui abandonando aos poucos. Era natural que pensasse que deixaria também o blog, afinal tudo que começava, acabava por não dar continuidade. Os motivos foram os mais variados, e achei que nesse caso não seria diferente.

Neste momento, mais uma vez fui posto a prova. Meu computador, certamente por conta de alguma atualização do RUINDOWS, presenteou-me com a tela da morte. A quarta em dois dias consecutivos e, esta última, justo neste texto que começara para lembrar porque cometi essa insanidade. Por pouco quase desisto de escrevê-lo.

Uél, em 2006, já tendo passado por inúmeras experiências no mundo virtual, e com ferramentas a disposição, resolvi então fazer um registro das minhas impressões sobre a minha existência e de coisas que foram e ainda são importantes, nessa minha trajetória.

Timidamente, e sem critério algum, e com os mesmos cacoetes que utilizava para falar online com outras pessoas, escrevi meu primeiro texto (quase caio em tentação e o retoco, mas resolvi deixá-lo como está). Inicialmente utilizei o Spaces da Microsoft, que era um CMS (Content Management System) Sistema de Gerenciamento de Conteúdos, como outro qualquer, porém muito mais pesado.

Não era qualquer máquina que abria sem travar, várias pessoas me reclamaram, mesmo assim, naquelas condições tive uma boa aceitação, eu que nem imaginei que pudesse ser do interesse de alguém os meus desabafos, afinal são pouco mais interessantes que uma bula, e certamente não tão bem escritos.

Lá contabilizei aproximadamente seis mil e oitocentos acessos. Dois anos depois criei um site espelho no wordpress, pois temia algum problema no servidor da Microsoft. Então tudo o que postava no Spaces, eu duplicava no wordpress. Até que um dia o Spaces encerrou suas atividades, e fui obrigado a migrar meu blog para o wordpress, resultado de um acordo entre as duas empresas – eu e milhares de outros blogueiros.

Como já tinha uma conta e teria o trabalho de checar o que havia sido postado ( pois além de duplicar os posts do spaces, eu eventualmente pegava algum post antigo e publicava no wordpress), isto resultou em perda de controle, sendo assim resolvi então abrir conta nova e transferir tudo, para que não houvesse maiores transtornos.

No site espelho contabilizei três mil, oitocentos e cinqüenta acessos, e aqui onde “resido” agora, mais de três mil e duzentos. Somando tudo, dá mais de treze mil acessos. Para quem não teve pretensão alguma, isso me sensibiliza.

Neste tempo descobri que posso escrever (mal) sobre todas as coisas, e eventualmente acerto alguma. Nesse tempo também descobri que posso sensibilizar alguém, dividir sentimentos e manifestar-me de várias maneiras para registrar a minha passagem por esse mundo e escrever sobre minhas impressões e das coisas que importam.

Vai chegar o dia em que não mais postarei aqui, mas por um tempo indeterminado, nesse espaço estará um pouco de mim, um registro da minha existência que compartilhei com vocês, queridos leitores.

Aos meus oito leitores cativos, o meu muito obrigado. Aos eventuais, que são a maioria e que desconheço muito obrigado. Gracias. Thank you very much.

E enquanto o Ecad não vêm…

Think right away… again.

O covarde atrás do anonimato

Não faz muito, escrevi um textículo sobre rede social. Algumas pessoas não gostaram (já era esperado), teve inclusive quem nunca comentou sobre que escrevo, e que eventualmente lê algumas coisas que posto, manifestação a respeito; sobre a maneira como desdenhei de quem gosta do Facebook. Ok, lido bem com críticas, mas sou sensível a agressão física, uiii.

Minha opinião não mudou, mas vem amadurecendo. A rigor o instrumento Facebook é novo ainda. Em se tratando de comportamento social, equiparo-o como a um ônibus vazio, onde os ceresumanos entram de supetão, atiram-se no primeiro lugar vazio para não ficar em pé e depois, acomodados, ficam avaliando os demais semelhantes, que a partir de sua ocupação, coexistem num mesmo espaço, os ditos “amigos”. O passo seguinte é descobrir como interagir com quem senta ao seu redor. Uns o fazem timidamente, outros se espraiam; a vida real socada num mesmo lugar, porém mais bacaninha, afinal aqui se diz interface. Cool.

De ônibus muda para cortiço e tal qual, ceresumanos o personalizam. Alguns com “bom gosto” decoram-no com tiradas bacanas, mundo fashion, criam páginas até para cães e gatos (ora veja só), como se fosse extensão da sua casa. É, tem sentido; ali geralmente contam tudo da sua vida, porque não compartilhar seus lindos bichanos de estimação, afinal sempre haverá quem curta isso. O tempo é de uma relatividade que impressiona.

Outros tantos padecem da falta de personalidade. Sem saber, muito bem, como posicionar-se, ora postam idiotices, ora coisas “super” bacanas, e fica a espreita, para ver quem as curte. Vê-se de tudo ali, e coisas que jamais faríamos na vida real, parece perfeitamente normal numa rede social onde todos se sentem a vontade para fazer o que lhe der na veneta, ou coisa nenhuma. Tem até gente que perde seu tempo criando selos para que as pessoas possam assim personalizar o seu “modus operandi”, tipo: ESTA PESSOA… HÃ? COMO?

Há os realmente muito tímidos, os que jamais se manifestam, exceto um “curtir”. O risco de cometer algum deslize realmente é muito baixo.

Não tenho muitos “amigos” no meu perfil, não sou popular, e nem saberia lidar com tanta gente e com tamanha diversidade de informações. Também tenho problemas em relação à idade, ando cada vez mais impaciente com … ah, deixa pra lá. Aprendi a lidar com os filtros, sendo assim recebo quase nenhuma informação que não seja de relativa importância. Felizmente as abobrinhas agora não aparecem na minha página principal. Desculpem o mau jeito.

Pois bem, de rede social – inicialmente foi criada apenas para interação social (um MSN melhorado – tá, alguém acredita realmente nisso?), descobriu-se (alguns ainda não se deram conta) que é uma forma de concentrar consumidores num mesmo lugar, e só ganha quem de fato comercializa (solicite a sua camiseta LDMRH’S por e-mail).

Como assim? Certamente irão se perguntar alguns. Ora cara-pálida, não é por acaso que você é amigo de um restaurante, de um salão de beleza, de um pet shop, da padaria do Zé Mané. Neguinho viu ali uma maneira de lucrar, e você faz a propaganda dele, de graça. Esses são os investidores baratos. Só criam um logo, uma página com o seu nome e você vai lá, clica em curtir e o torna seu “amigo” e tal qual um vírus, ele vai passando de perfil em perfil, a maioria gosta de números, quanto mais, tanto melhor. Seu amigo vê, reconhece a marca e agrega ao seu espaço. Bacana isso, né não?

Tem também (e esses sim são investidores) comerciais que aparecem direto no seu espaço, como na televisão, no jornal. Estes pagam caro para colocar sua marca no Facebook.

Impressiona é a cara de pau dos administradores. Eles disponibilizam uma opção para você ocultar a propaganda e ainda lhes deixam marcar o porquê você não gosta de vê-las – eu marco sempre sexualmente explícito. Agora tem também a opção de ocultar tudo do mesmo anunciante, mas você dá um reload na página e volta tudo novamente. Grande merda. O Zuckerberg está faturando muito com isto e não deixará de colocar propagandas no espaço que você ocupa. Quem disse que andar de ônibus é de graça?

Mas fizeram mais da rede social. Descobriram que ela pode foder literalmente com alguém. Como não há lei que regulamente a Facebook Serviços Online do Brasil Ltda, no (é hilariante, para não dizer outra coisa mais escatológica) Brasil, porque seu contrato e feito com base nas leis americanas, os FDPs de plantão viram ali uma brecha para literalmente usar e abusar, de forma vil e o pior, com falso perfil (o trocadalho do carilho), um canal para foder com qualquer coisa que lhes desagrade.

Falar nisso, é ano eleitoral, começam a pipocar denúncias anônimas falando mal não apenas de partidos, mas acusando pessoas através de denúncias não comprovadas, como se fossem arautos da moral e dos bons costumes. Agora, como pode um covarde que se esconde no anonimato, denunciar seja lá o que for e querer crédito para si ou para o que denuncia? Tem que ser muito burro. Eu não acredito em gente que se esconde (peraí gente, o livro é a minha cara).

Fiz um levantamento rápido e pude encontrar oito processos contra a FACEBOOK SERVIÇOS ONLINE DO BRASIL LTDA., em andamento. Os motivos, não irei expô-los, mas resumindo tratam-se de ações indenizatórias, por mau uso de instrumento. Gente (cerumano) que foi aviltado no seu direito quando alguém de má índole resolveu denegrir sua imagem, de forma covarde, se escondendo atrás de perfil fake.

Certamente isto não irá aborrecê-lo, afinal não foi com você, pelo menos não ainda. Mas e se fosse? Digamos que você tenha sido alvo (vítima) de alguém falando mal a seu respeito. Tente encontrar alguma referência da empresa que está no Brasil, com escritório em São Paulo, desde meados do ano passado e veja o que consegue. Eu adianto-lhe, nada. Você não consegue nada. Ficará a mercê de que o esqueçam ou terá que contratar um advogado para que resolva isto para você, mas as chances de sucesso não são boas, o seu profissional terá que ser muito bom, afinal a FACEBOOK SERVIÇOS ONLINE DO BRASIL LTDA, é multinacional, não é, ou não está regulamentada pelas nossas leis, e portanto, o risco é seu de ter um perfil naquele instrumento que é disponibilizado de “graça”.

Mas sabem o pior? Você de fato nem precisa ter perfil, basta que alguém queira falar mal de você e está feita a desgraça. Azar o seu, quem mandou existir? O ônus da prova é seu, prove que está sendo prejudicado, faça mais do que isto, vá brigar com um dos homens mais ricos deste planeta. O meu advogado (um deles) disse-me que ele não iria brigar com um dos homens mais ricos do mundo, quando lhe questionei sobre ações contra a Facebook. Ali descobri o tamanho da sua mediocridade, tem algum competente de plantão? Mas sou ignorante, a vida inteira ouvi e aprendi que lei é lei. Qual o que, não nessa terra, e nem para todos. A justiça aqui é branda, ou melhor, só funciona quando precisam de um bode expiatório, (não arbitrem a minha fiança muito alta, ou irei apodrecer na cadeia).

Há muito que se fazer para que aquilo realmente se torne um lugar agradável de coexistir. O facebook ainda não encontrou a sua personalidade, se é que terá. Há necessidade de controle (alguns irão rançar achando que é censura, mas não é, chama-se bom senso) no que se publica. É fácil isto, basta o Zuckerberg abrir um canal direto de comunicação com a empresa e sempre que alguém achar que foi difamado poder alertá-los, e eles imediatamente mandariam verificar se a reclamação procede. E isto coibiria quem se beneficia da falta de gerenciamento e do anonimato covarde e resolve espalhar merda pela rede. Comprovado o dano, eles simplesmente tirariam o perfil do ar na hora, ou se o mantivessem, estariam cientes que sofreriam uma ação por permitir o mau uso do seu instrumento. É claro, também, que depende do nosso judiciário, que eles consigam enquadrá-los, o mais rápido possível, ou a coisa irá se arrastar, pessoas serão prejudicadas e o covarde anonimo irá continuar se beneficiando da falta de política regimental no mundo virtual.

Ainda engatinhamos em crimes virtuais, mas isso apenas para puni-los, porque para se dar bem, tem gente fazendo isto já há um bom tempo.

Se você for prejudicado de alguma maneira por outra pessoa, registre queixa na delegacia, tire print de todas as telas, antes que o seu detrator as apague, junte todas as referências possíveis e imagináveis e vá ao Ministério Público e faça sua queixa. Este é o caminho mais rápido para que algo efetivamente aconteça, mas se o MP lavar as mãos, bem este é o ônus de se viver em sociedade e de se morar no Brasil.

Aproveito o ensejo e clamo a você Zuca, cadê o botão de FODA-SE?

E enquanto o seu Ecad não vem…

Incondicional

Adjetivo imperativo, absoluto. A palavra nos dicionários é explicada de forma concisa, peremptória, não há mais o que se acrescentar.

In + condicional, esta é a etimologia, significa algo que não depende de condições; sem restrições. Alguns dicionários agregam outros sinônimos, apenas para enfatizar a representação da palavra. Aqui na terrinha¹, sobre isso, diz-se o seguinte: “Tchê, para de encher linguiça” (não Word, não tem mais trema, que mania – obrigado Sarney² por esta bosta, sancionada por um semianalfabeto – que antes da reforma era semi-analfabeto!).

Descrevê-la é fácil, difícil, no entanto, é senti-la. Alguns passarão pela vida sem sequer experimentar algo parecido. Quando desconhecemos algum sentimento, ou qualquer outra coisa que nos pareça estranha, obviamente não lamentamos, já que não nos faz falta; isso é lógica, pura e simples.

Uma lástima, se as pessoas se gostassem mais o mundo não seria um lugar tão complicado de se viver.

Se a palavra por um lado é concisa no significado, por outra é ampla na extensão onde é empregada, naquilo que abrange e incide sobre si mesma.

Então vejamos; alguns tipos de amores diferem quanto o emprego sentimental.

Há o fraternal e este nem sempre é incondicional; existem irmãos de sangue que são estranhos entre si e há amigos que são irmãos literais.

Diz-se que amor materno o é, por conseguinte paterno também seria. Será? Bem eu amo incondicionalmente meus filhos, porém meu pai não nos amou assim. Sem choro.

Isso é algo muito pessoal, mas creio que a maioria de pais e irmãos, ama desta forma; incondicionalmente. Exceções há em qualquer instância e nesses casos também não causariam espanto. Eu é que sei…. ups.

Seres humanos que não amam incondicionalmente têm dificuldades em compreender o que isto significa. Amam sim, mas amam de maneira diferente. Por dedução, por analogia, a compreensão da palavra está no sentir, não há outra forma de entendimento.

Aprendi a amar assim quando meu primeiro filho nasceu. No início assustei-me pelo simples fato de não mensurar o que seu nascimento, naquele momento, significava. Sequer tinha capacidade de cuidar minha própria vida, então me vi num dilema; como poderia cuidar de outro ser, se ainda não tinha definido o que seria a minha existência.

A responsabilidade, o cuidado que nunca tivera comigo, se fez quase instantâneo, a partir do momento que me dei conta de que meu filho precisaria de amparo, de cuidados, de atenção e carinho, até que pudesse andar por este mundo sozinho. Hoje, a despeito de todas as minhas falhas, ele é completamente independente, assim como os demais filhos que tenho.

Amo-os incondicionalmente, e imagino que nem se dêem conta disso. Não preciso demonstrar, nem preciso que saibam disto, mas é como sinto. Se algum deles adoece, eu sofro, se algum deles tem dificuldades, me preocupo, se algum deles tem problemas e participam não me omito. No entanto amar incondicionalmente não significa que eu tenha que abdicar dos meus valores, da minha individualidade. Dôo-me na medida em que precisam. E assim será até o fim dos meus dias.

Há o amor incondicional entre casais, e agora já se aceita que estes sejam compostos, também por pessoas do mesmo sexo. Há bem da verdade, na história da humanidade sempre houve homossexualismo, mas apenas nos dias de hoje se encara como algo normal, salvo exceções (vide casos de homofobia que ainda pululam por aí).

O ser humano para algumas coisas é muito obtuso, ignorante, completamente bitolado. Isto foi administrado pelo poder emanado na própria sociedade, por leis e dogmas religiosos em que a igreja ainda é fiel e mantenedora. Felizmente isto está mudando. A felicidade plena só é feita aos pares, seja eles do mesmo sexo ou não, mesmo que não incondicionalmente.

Quem ama incondicionalmente é tolerante, compreensivo, desapegado, nunca espera reciprocidade do outro, faz coisas sem nenhuma outra intenção (embora ao ser que é amado possa não parecer), perdoa quem lhe faz sofrer, porque para si próprio, amar incondicionalmente está em sublimar a existência de quem lhe arrebata a vida.

Quem ama incondicionalmente não cobra, não desdenha, não subestima, não superestima, não é vítima, nem é doente. É abnegado, altruísta, excede em atitudes que pode parecer ao outro, algo que beira ao surreal, uma vez que não encontra receptividade na falta de compreensão do ser amado, mas jamais o culpa por isto, afinal o ama incondicionalmente.

Aquele que ama incondicionalmente sequer espera alguma coisa. É capaz inclusive de continuar a amar mesmo que seu par o abandone, pois a este a felicidade do outro é mais importante que a sua. O amor incondicional, quem ama incondicionalmente pode inclusive abrir mão do ser amado se de alguma forma entender que ele será feliz de outra maneira, ou até com outro amor. Triste verdade.

E você ama incondicionalmente? Escreva aí.

I noticed that walk beyond the boundaries of my city, for some reason still do not know. Anyway, I want to thank all those who come here from other places. Thank you very much.

( ¹ ) Nota do autor (me): lugarzim onde habito, ah sim, no RS. Em tempo: sério gente, a minha vida mudou muito depois que tiraram o trema e suprimiram o hífen.

( ² ) Nota do autor (me again): se você tiver um tempinho, leia o texto do link e talvez possa entender o meu ranço com a reforma ortográfica.

Porque ele vem aqui em abril, porque é trilha sonora da minha vida.

A arte de não morrer de fome (recipes for hermit) – prensado de pão árabe

19/02 – 17:52 h, creditam ao saudoso Chacrinha a frase: “nada se cria, tudo se copia”, ou melhor, a parte conhecida. A frase inteira é: “Na televisão, nada se cria, tudo se copia”.

É de Antoine Laurent Lavoisier (para os íntimos, Lavoisier) a frase: “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, que é originada (ou oriunda, como queiram) da Lei da Conservação das Massas ou Lei de Lavoisier¹.

As citações acima foram intencionais ou propositais (estou democrático hoje) e de certa forma se relacionam com tudo que permeia a vida do cerumano; refiro-me a “criações” e afins. Especificamente neste texto estão relacionadas à comida, afinal em matéria de receitas, dificilmente alguém aparece com uma nova idéia, quase todas são adaptadas. Incrementam-lhes um tempero, mudam alguma coisa no visual e por fim, lhes dão um nome, por vezes de gosto duvidoso, para garantir a “originalidade”.

Na cidade onde moro, para exemplificar, há um programa semanal na TV, que poderia muito bem ser apresentado por eu ou você, tamanha falta de intimidade de seu apresentador com forno e fogão.

Ele pega receitas conhecidas e faz algumas (poucas) adaptações, lhe confere um nome sui generis e incrivelmente faz sucesso, tendo inclusive escrito livros para singles ou jovens casais que querem impressionar sua cara metade, ou inaptos como eu. Ok, já sei, não faltarão defensores para o renomado chief. De onde estou, posso ver que a fila do desacato está cada dia maior.

Anyway, independente das críticas atrozes, lhes trouxe um derivado de sanduiche prensado com pão árabe. Alguém há de perguntar, porque pão árabe? E eu lhe responderei: porque não? O mundo é assim repleto de perguntas sem respostas, haja vista a finitude do cerumano em relação ao universo e de como a empadinha de camarão… ops, menos na filosofia, desculpem. Vamos ao que interessa.

Aqui em minha cidade, há facilidade para encontrar o pão árabe. Acredito que não haverá maiores problemas para você encontrar onde mora, mas se houver, descubra algum descendente árabe², e envie-lhe um e-mail anônimo ameaçando-o de entregá-lo as autoridades americanas sob suspeita de terrorismo, caso este não lhe forneça o pão necessário para a elaboração do seu prensado.

Ingredientes:

- um pão árabe (o formato ovalado permite que se feche como se fosse um calzone ou um pastel, tanto faz, não vou discutir isto agora);

Reparem o lado tostado

- margarina a gosto;

Eu utilizo esta sem marca (contato para propaganda, já sabem)

-mussarela à vontade (até a metade do pão, já que será necessário fechá-lo);

Sobre mussarela link no final da receita.

- presunto à vontade ou tender, ou chester defumado, ou mortadela Bologna ouro (muito boa por sinal, embora alguns não gostem), ou o que você quiser, no meu caso é sempre o que tem disponível no refrigerador;

ou chester, ou mortadela, o que for de sua preferência

- fatias de tomate;

Não está fatiado de preguiça, se quiser colocar inteiro problema seu.

- ovo cozido em rodelas (o que eu fiz não tinha, mas fica ótimo);

Ovo cozido, é o que parece, vale o mesmo para o ingrediente anterior

- uma pitada de sal;

- orégano;

- escarola ou alface americana (ou ambos).

Ou chicória, como é conhecida aqui na terrinha

Utilize a descendente, criada aqui no Brasil.

Modus operandi:

Pegue o pão, no lado mais tostado, passe a margarina em toda superfície, em seguida cubra até a metade com mussarela, coloque sobre ela o presunto ou o que você for utilizar; fatias de tomate, ovo em rodelas, sal (pitada), orégano e feche.

Dobre-o na metade como se fosse um pastel e coloque-o em uma prensa (veja foto). Eu utilizo uma antiga de fogão (que se encontra em qualquer supermercado), já que faço um prensado apenas. Vá virando para não queimar, deixe o queijo derreter e está pronto.

Não é a minha, mas serve.

Retire da prensa, abra-o e coloque as folhas de escarola e alface americana. Cuidado que o tomate retém o calor. Escolha a bebida de sua preferência e era isto. Maionese, catchup, mostarda, bem isto é por sua conta, eu não uso, tira o sabor.

Sai que esse é meu.

Se for para olhar, vá lá, eu deixo.

( ¹ ) Nota do autor (me): para estudiosos e afins.

( ² ) Nota do autor (me again): pessoal da comunidade árabe, dei crédito ao pão, por favor.

Em alguns lugares já tem casas especializadas em sanduíches assim, conhecidos como Beirute. Já comi alguns muito bons e outros insossos.

Beirut é também o nome da orquestra de Zach Condon. Se não gostarem do sanduiche (fazer o que?), pode ser que a banda lhes agrade. Enjoy!

O link para mussarela. Por causa da grafia, nada mais.

Pela lente – by me

Fixo teu sorriso

Obturado na lente e o

Transformo. Paralizo o instante

Onde o sonho

Ganha contornos

Reais, necessários

Ah… quem dera

Fosse verdade ao

Imitar a vida, materializar a arte

Amar ao invés de sonhar


Lo Borges, great musician, beautiful songs, enjoy!

Da série: “quem procura…”

04/02 – 19:35 h, poderia dizer que lamento que novos talentos surjam raramente, afinal todo dia aparece um Michel Teló, ou um Luan Santana da vida. Isto desequilibra, uma vez que nos enfiam goela abaixo muita coisa ruim (ok façam fila para o desaforo, sei que mexi num vespeiro).

Alguns conseguem seus minutos de fama, arrecadar uma quantia fabulosa, e felizmente somem. No entanto alguns se perpetuam, com músicas (?) ruins e uma legião de adoradores (por favor, entrem na fila do pessoal do desaforo). Quanto a estes, não há o que se fazer, afinal são do tipo que agradam ao gosto popular, que faz inclusive com que as pessoas gravem vídeos e se exponham¹ ridiculamente na internet (sei, a fila está aumentando, lembrando que sou contra linchamento é bom registrar).

Se por um lado lamento que isto aconteça com tão pouca frequência, naturalmente faço coro com os poucos que gostam de coisas boas como eu e tentam de alguma forma divulgá-las.

Pois com um ligeiro atraso de minha parte, por não tê-lo descoberto há mais tempo, apresento-lhes (para aqueles que ainda não o conhecem), o talento de Cícero.

Carioca, formado em advocacia, hoje vive exclusivamente da música.

Seu álbum independente “Canções de Apartamento”, lançado em junho de 2011, (generosamente disponível para download), vem agradando a todos aqueles que apreciam a boa música. Num primeiro momento lembra o romantismo de Marcelo Camelo (ex Los Hermanos), mas à medida que escutamos suas canções descobre-se que tem personalidade própria.

Cícero tem um estilo cativante, uma simplicidade que impressiona. Sua música tem letras bem elaboradas, sua voz é agradável e a harmonia dá o acabamento necessário para continuarmos a ouvir uma música após outra.

Espero que gostem como eu (aqueles que querem me trucidar e que acham que a fila está grande voltem outro dia, pode ser que ainda sobre um pouco de mim para satisfazer a sua fúria).

Aqui a página no face book.

Enjoy!

( ¹ ) Nota do autor (me): nada contra crianças, mas sim contra o adulto que de alguma forma as expõem.

É o fim do nosso amor

… então é assim. Estranho, achei que doía. Acho que foram dois tiros, talvez três, não sinto mais nada agora além do frio. Uma fisgada e o impacto que me derrubou no chão… merda podia ser pior… rs… foda rir da situação, mas se fosse uma facada…. rs,… ai… dói sim.. merda…
Sinto o calor do sangue escorrendo, … que droga, a hemorragia vai ….
- Acorda seu merda, mijou a cama outra vez e me mijou também, que bosta, parece criança… ei…… não, não………. não Roberto, não faça isto, nãooooo, socorrooooooooo…
Vadia, nunca mais vai me chamar de criança.


Thank you Cora for the choice of video.
Still Elis, need I say more?