Inquietações – by me

Sinto um aperto no peito
Misto de sofrer, paixão
Antes fogo agora água
E nem sempre é calmaria.

Há tormentas, tempestades
Incertezas, solidão
A saudade, um desejo
O sabor daquele beijo
E que agora já não há
Que não é de ninguém…
De quem o será…

Um farol que incandescia
Hoje é vela, chama branda
Queimando o oxigênio
Extinguindo a própria luz
Numa noite
Vazia.
Num dia de sol.

O hábito faz o monge.

24/03 – 23:07 h. Idéias para um texto. O primeiro movimento, o pontapé inicial, a arrancada, não são sinônimos,  no entanto indicam um começo. No meu caso, um começo trôpego. Diários decididamente são tão mais fáceis, mas meu dia-dia é tão interessante quanto uma bula em chinês. Sorte ou azar, minhas atenções recaem para situações, coisas ou pessoas que conheço. Isto evita escrever sobre o que não domino. Paradoxalmente, isto me permite ousar, sobretudo quando escrevo sobre relacionamentos ou aquilo que os envolve. E é essa a idéia que me toma de supetão.

Anônimas, apesar de dividirem o mesmo espaço em minha tela, três pessoas, tem algo em comum. Duas são amigas – minhas – e a terceira gostaria que fosse, talvez um dia. Suas vidas particulares não dizem respeito a ninguém, além delas mesmo e daqueles que as cercam. Todas, sem exceções, tem problemas, dos mais diversos, assim como eu e….. bem,  alguém que por ventura leia isto.

Mas o que elas tem em comum além da síntese da palavra problema? Para responder a esta questão é necessário saber o que elas fazem. Uma é professora, outra é enfermeira e a última veterinária.

Em suas profissões está a resposta, mas queria discorrer um pouco mais sobre este assunto. A palavra que as une, inicialmente, é abnegação. Imagino que nem percebem de fato, como e quanto são dedicadas e desprendidas. Alheias aos problemas que lhe são inerentes, ao assumirem o seu lado profissional irradiam paixão pelo que fazem, o que torna, de imediato, a vida de quem lhes cruza o caminho, uma dádiva, pois é nesta entrega, nem sempre recíproca, que disseminam seu carinho e afeto, tão necessário a todos e que às vezes lhes falta. Dão tanto de si e nem sempre tem quem as acolha, quem lhes supra e recomponha tudo o que necessitam para poder continuar. São altruístas e abençoadas. Pessoas como elas é que fazem a diferença neste mundo insidioso. Aliás deveríamos ter mais pessoas assim. Aí então seríamos “seres humanos”. Gostaria que soubessem, quanto me sinto honrado por conhecê-las e o quanto sou grato por existirem. Dedico este texto a todas aquelas pessoas que de uma forma ou de outra fazem a diferença. :o )))