19/03 – 13:36 h. Agora, após o almoço, neste domingo nublado em que a temperatura despencou sensivelmente, depois de duas semanas de calor causticante, resolvi sacrificar o idioma e aqui estou. Aprimorando. Deveria ter saído pela manhã como havia previsto. O mau tempo, no entanto, fez com que me dedicasse a organizar um pouco (de todo é complicado) a bagunça de minha mesa. Uma pena, aqui em Porto Alegre o Mercado de Pulgas, conhecido como Brick da Redenção, está aniversariando. Sem dúvida inúmeros acontecimentos festivos estavam previstos. Queria levar minha filha. Estou um pouco frustrado. Há um consolo porém, a chuva é benéfica para recuperação do meu trabalho prestado. Água é vida e as plantas que cuidamos necessitavam deste recurso com certa urgência.
Casa, trabalho e vice-versa. Este cotidiano só é quebrado quando um acidente de percurso acontece. Reservo-me no direito de não comentar isto. E eis novamente a velha rotina.
Sim, de fato é uma benção. Poder imergir no trabalho, a tal ponto que pensar em outras coisas incomoda. E muito. Estar assoberbado de trabalho significa que o aborrecimento fica relegado a outro plano. Algo como uma espécie de armadura emocional. Existe isto? Enfim, estes pensamentos que queremos exorcizar quando nos incomodam, e contraditoriamente eles são a razão deste texto. Sim, tem endereço certo. Mas quero presumir que ele não chegará ao destino. Há estados de espírito que nos deixam fechados em nós mesmos e em torno do que nos interessa. Poucos têm a capacidade de transpor estes limites. São, imagino, menos racionais ou quem sabe, menos emotivos. Boa parte dos que pensam como eu tem prejuízo. Perdem o foco de coisas singelas e que no entanto nos são tão caras. Felizmente estou voltando para os meus amigos.